DE TUDO UM POUCO 

MLCB©2011/2021-Maria da Luz Fernandes Barata e Carlos Barata 

Portugal 

©do sítio web detudoumpouco ©dos textos, os seus autores ©das imagens, as instituições e os fotógrafos mencionados 

As marcas de água não implicam obrigatóriamente a autoria ou propriedade do elemento apresentado 

UM DIA DE VERÃO

Setembro!
Era tempo de FÉRIIIIIIIIAAAAAAAS!

Naquele dia já tinham decidido ir para a praia. Não para a do costume, mas a de S. Rafael. Fica pertinho de Albufeira e junto a um aldeamento com o mesmo nome e como muitos que existem e povoam o Algarve do seu país. É uma praia linda, encaixada entre várias rochas seculares, formando uma baía de águas calmas e que convidam a uma braçada ou simplesmente a um passeio junto à orla em que as ondas resolvem desmaiar, para depois voltarem a si novamente, uma vez, duas, três infinitamente. Esta praia já a conheciam. Já lá tinham ido passar uma tarde, na altura das marés vivas; ondas grandes e muitas algas.
Mas Bela na mesma. É bastante frequentada. Quase só por estrangeiros. Como tal, há um ambiente diferente das outras praias que eles conhecem. O barulho é diferente.  Ou será simplesmente porque o seu interior a sente de maneira diferente?!
Há MAGIA!
E neste local de magia faz-se de tudo: a entrega a um banho de mar, de sol, uma leitura, um passeio ou àquilo que dá um enorme prazer, a contemplação do mar, do infinito, enfim do Universo desconhecido. Esse mar infinito, de que tanto se escreve, de que tanto se fala, de que tanto se desconhece.... É a tranquilidade que ele transmite quando está calmo; é a força que mostra quando está tempestuoso. Situações tão diferentes e tão Belas! É maravilhoso contemplá-lo! Nenhuma onda é igual! Até a cor é diferente de zona para zona! Naquele dia, após algum tempo, não exactamente de enfermidade, mas de fragilidade, debaixo de uma tensão muito grande, de fraqueza, de desmotivação, de quase tudo o que é negativo..., ela conseguiu sentir uma Felicidade imensa, uma Tranquilidade que há algum tempo não experimentava. Passeou, deixando as ondas desmaiarem aos seus pés, apanhou pedras e conchas, sempre a “ver” aquilo que iria fazer com elas. Deixou a água molhar o seu corpo ávido, como se necessitasse da sua bênção para uma vida de Felicidade, quem sabe, de apenas um dia. Ao recordar esse, outros viriam.  Debaixo do chapéu-de-sol, estava o Amor da sua Vida; lendo o jornal, que não dispensa, ou simplesmente olhando para ela, repleta de alegria, sorrindo e fazendo adeus. Claro que levaram um lanchinho e passaram o dia todo. Foi com tristeza que regressaram a casa; ela sabia no entanto, que iria voltar.
A atracção é demasiado Forte!
A praia é demasiado Linda!
O Mar é Demasiado...   

1997