DE TUDO UM POUCO 

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Portugal 

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Praia!
Manhã, sol, vastidão de areia e mar.
Caminhar à beira mar, molhando os pés e apanhando conchas, tornou-se um ritual.
Já não é só dela! Ele acompanha-a e colabora na apanha e na escolha das mais bonitas e também daquelas que possam ter interesse para a criação de peças. E naquela manhã, uma vez mais, partiram para a referida colheita.
A maré da noite tinha sido proveitosa e o sítio onde as ondas se tinham debatido pela última vez num desejo frenético de permanecer, estava cheio de despojos. Havia pedras, conchas de todas as qualidades e feitios, búzios semi-partidos devido à violência do embate contra toda a parafernália de despojos que o mar transporta. Começamos a nossa apanha, com o rigor de verdadeiros profissionais. A minha escolha neste momento é de madrepérolas, uma ou outra pedra diferente, búzios inteiros ou partidos e conchas espalmadas que servem para a construção de espanta-espíritos.
Adoro tê-los e fazê-los. Neste nosso vaivém de procura e aquisição, vi-o e ouvi-o.  Lindo, de passos hesitantes e delicados, dirigiu-se a mim de mão estendida. Percebi que tinha visto o que eu estava a fazer e quis colaborar.
Estendi-lhe a mão e aceitei. Uma pedra. E depois outra e outra e outra. Abri o saco que transportava para recolher estas relíquias que a natureza nos dá e deixei que as colocasse lá dentro.
Perguntei-lhe o nome.
- Gonxalo!
Não tinha mais de dois anitos, passeava com o pai e tinha um ar tranquilo.
Agradeci a sua preciosa colaboração e disse-lhe adeus.

ML/2004

GONXALO

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